Entrevista com o centroavante Miguel, jogador da base do Palmeiras .

Entrevista com o centroavante Miguel, jogador da base do Palmeiras .

Miguel, conte-nos como soube da convocação para o Sub-18?

Ninguém tinha me falado sobre isso, e eu nem estava pensando no momento em seleção, daí um preparador de goleiro veio me dar os parabéns… eu não entendi nada. À noite eu entrei no site da CBF e vi meu nome, chorei muito e agradeci muito a Deus pela oportunidade que ele estava me dando.

Já esperava ser chamado ou foi uma surpresa?

Foi uma surpresa, ainda mais por não estar disputando nenhum campeonato. Enfim, foi coisa de Deus mesmo.

E o ambiente na seleção, é mesmo acolhedor?

É o melhor ambiente possível, claro, com muita responsabilidade, sabendo que você está carregando nas costas uma nação inteira. No Palmeiras a pressão é enorme, o da seleção é dez vezes maior. O mais legal é o respeito que um tem pelo outro.

Como é jogar ao lado de outros jovens de diversos times do Brasil?

É muito legal, pois você começa a conhecer os times do Brasil inteiro e vai fazendo amizades com todos. E como eu disse anteriormente, o respeito que nós temos um com o outro é impressionante, lógico que existem as brincadeiras, mas sempre com muito respeito e amizade.

De que forma o Palmeiras ajudou na sua convocação?

O Palmeiras pela grandeza que tem ajuda qualquer atleta. Desde a categoria infantil eu vinha sendo pré-convocado, isso mostra que o Palmeiras tem uma boa base. E o mais importante é que quando um jogador veste a camisa do Palmeiras ele se sente mais forte e principalmente capaz de vencer todos os seus limites, graças a Deus, eu consegui vencer mais um, que é chegar à seleção, mas o mais difícil que eu vou tentar é se manter no grupo convocado, e eu tenho certeza que com a ajuda do Palmeiras eu vou conseguir.

Vocês representaram o Brasil na África do Sul em dois jogos amistosos (de 8 a 12 de Abril) contra os donos da casa e Gana. Como foi o campeonato e de que forma esses jogos contribuíram para sua carreira como jogador?

Eu tive a oportunidade de ser titular contra a Gana, e fazer o gol da vitória da seleção para mais de 50 mil pessoas. Foi uma emoção muito grande vestir a amarelinha e pretendo continuar vestindo sempre, sei que e muito difícil mais com humildade e sempre buscando a Deus eu vou conseguir vencer meus objetivos. E como jogador isso acrescenta demais, pois qualquer um queria está vestindo.

Você fez gol. Conte-nos como foi o lance e o sentimento naquele momento.

O João Pedro (jogador do Atlético/MG) deu um passe no meio de dois zagueiros, e eu tive a tranquilidade de dominar e tirar do goleiro. Foi impressionante poder comemorar com mais de 50 mil pessoas, é uma emoção que não tem como contar em palavras. Naquele momento eu fechei o olho e somente agradeci a Deus pela oportunidade que ele estava me dando.

O meia Patrick (da base do Palmeiras), também foi convocado. De que forma ajuda ter um companheiro de clube na seleção?

O Patrick é um parceiro meu pessoal, um cara onde eu gosto muito e que, se Deus quiser, um dia eu e ele possamos jogar no profissional do Palmeiras. É muito bom ter pessoas conhecidas dentro da seleção, assim como o Rosan (fisioterapeuta do profissional) foi também e sempre nos dá dicas do que fazer e de como se portar. O Patrick sempre chegava pra mim e falava pra concentrar que a minha hora ia chegar, e graças a Deus chegou e eu aproveitei muito bem.

O Evair era um centroavante alto assim como você, o que dá para tirar de aprendizado com o maior centroavante do Palmeiras nos últimos 20 anos?
Pra mim ele é o maior centroavante de todos os tempos do Palmeiras, uma coisa que eu achava incrível nele era a tranquilidade que tinha para fazer gol, era uma coisa inacreditável. Eu ainda estou muito longe dele, mas se Deus quiser um dia eu possa conquistar os títulos que ele conquistou e ser ídolo igual ele é.

O Palmeiras tem carência no setor ofensivo. O que você teria a acrescentar ao elenco, se passasse a ser uma das opções do Antônio Carlos para o ataque?

Pra falar verdade, eu nem estou pensando nessa hipótese de subir para o profissional. Eu costumo sempre focar onde estou, e no momento estou no júnior do Palmeiras, então, vou dar o meu máximo e assim se Deus quiser conquistar o professor Antônio Carlos e subir para o profissional. Lembrando sempre que o Robert esta fazendo muito bem seu papel, torço muito por ele.

Nota-se que você é uma pessoa bastante religiosa e de muita fé. Você já passou por alguma situação no futebol em que considerou milagre?

A minha ida para a seleção é um milagre de Deus. Eu nem sabia que ia ser convocado e Deus me colocou lá. Enfim, meus pais sempre me ensinaram a andar nos caminhos do Senhor e entregar minha vida e minha carreira nas mãos dele, então é isso que faço, sempre honro a Deus e deixo tudo em suas mãos, que eu tenho certeza que ele sempre vai me abençoar.

Por fim, deixe uma mensagem aos torcedores palmeirenses.

O que eu posso dizer ao torcedor palmeirense é muito obrigado pela confiança que alguns tiveram em mim, e dizer que sempre que necessário vou representar o Palmeiras muito bem na seleção brasileira e se Deus quiser mostrar ao mundo a grandeza da SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS.

Éder

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