Coluna do Pepe — A banalização do Ídolo

Coluna do Pepe — A banalização do Ídolo

Bom dia amigos Palestrinos de Coração

O que acharam da vitória da Espanha na Copa do Mundo ?

Mas antes de falar de Copa, vamos, é claro, falar do nosso Verdão. Que emoção na despedida do Palestra Itália heim ?

Estive lá antes do jogo e o clima era de total emoção. Todas as idades misturadas, famílias completas no estádio desde o avô até o netinho, mamães, vovós, crianças. Uma linda festa !

Pena que dentro de campo o time não correspondeu e acabou derrotado pelo Boca Juniors. Mas isso era o que menos importava naquele dia.

Na preliminar do jogo principal, tivemos uma partida exibição com craques do passado que vestiram a camisa alviverde. Estiveram em campo nomes como Ademir da Guia, Dudu, Evair, Amaral, Ferreira, Reinaldo Xavier, Claudecir, Galeano, Ivan, Jorginho, Sérgio, Eurico, Djalminha, Alfredo Mostarda, Cesar Sampaio e etc. Leivinha e Cesar Maluco não atuaram, mas estiveram presentes em campo e foram homenageados.

Esta exibição serviu para o pai que estava ali na arquibancada com o seu filho pudesse contar um pouco da história dos jogadores que estavam em campo. E serve para que façamos uma reflexão sobre a banalização que hoje vemos em torno do conceito de “ídolo”.

Ademir da Guia pega na bola, o pai olha pro filho e fala: “Esse é o maior camisa 10 da história do Palmeiras filho e também o recordista de jogos com a camisa do Verdão com mais de 900 partidas disputadas”.

Ademir passa a bola para Evair, o pai torna a falar: “Filho esse camisa 9 aí é autor de vários gols importantes para o Palmeiras, como os da final do Paulistão e do Brasileirão em 1993 e da final da Taça Libertadores em 1999″.

No momento em que Leivinha era homenageado, o pai lembra: “Esse é o maior artilheiro da história do Palmeiras em Campeonatos Brasileiros”.

Agora, se Valdívia estivesse em campo com certeza seria um dos mais aclamados pela torcida, por ser considerado um ídolo recente do clube. O pai iria perguntar ao filho quem era aquele jogador e o filho responderia todo empolgado: “Pai esse é o Valdivia, ele é da hora, zoa os rivais e foi campeão paulista contra a Ponte Preta e autor do chute no vento.”

O pai olha para o filho e com certo desanimo imita aquela moça do Pânico na TV e responde: “Que bom !”

Infelizmente hoje em dia pra ser ídolo em um clube não precisa fazer muito. Basta entrar na onda da torcida.

Adeus Palestra Itália, muito obrigado pelas emoções que você nos proporcionou. Seja bem vinda Arena Palestra Itália, tomara que você cresça de forma imponente e chegue trazendo mais glórias para o nosso Verdão.

COPA DO MUNDO – ÁFRICA 2010

A Espanha sagrou-se campeã mundial ontem ao vencer por 1 x 0 a Holanda, com um gol no finalzinho da prorrogação.

Confesso que não prestei atenção no jogo e por várias vezes trocava de canal. Não era a final que eu esperava e nem achava as duas melhores equipes para estarem ali naquele momento.

Espero quatro anos para ver uma Copa do Mundo e na minha concepção, mais do que torcer pelo Brasil, torço pelo espetáculo, pelo futebol bonito. Quero ver bons jogos, jogos decididos com emoção no final (como foi Uruguai e Gana), quero ver uma equipe trocando passes no ataque, envolvendo os adversários.

A equipe espanhola teve como sua principal característica nesta Copa, a posse de bola. O time trocava passes e mantinha a bola na maior parte do jogo em sua posse e assim evitava que os adversários chegassem muitas vezes com perigo ao seu gol, e quando isso acontecia, deixava clara a deficiência defensiva da seleção da Espanha.

A grande colonia espanhola no Brasil está em festa. Parabéns !!!

AONDE ANDA ???

  • Marcinho Guerreiro (volante) – Revelado pela Matonense em 2000 apenas como Marcinho, chegou ao Palmeiras em 2003 para disputar a série B e pelo seu estilo de jogo aguerrido logo ganhou a alcunha de Guerreiro. Ficou até 2007 no Verdão e depois atuou ainda pelo Metalurgic Donetsk, Arsenal Kiev (ambos da Ucrânia), Santos, Real Murcia (Espanha) e neste Brasileirão 2010, aos 30 anos, está atuando pela equipe do Avaí de Santa Catarina.
  • Velloso (goleiro) – Atuava pelas categorias de base do Verdão e entrou no time, em 1988, devido a lesões dos goleiros Zetti e Ivan. Não saiu mais. Atuou 11 anos e 455 jogos pelo Verdão e saiu em 1999. Depois jogou mais 5 anos pelo Atletico/MG e encerrou a carreira. Durante o período em que estava no Palmeiras foi emprestado em 92 para o União São João de Araras e em 93 para o Santos. Foi convocado algumas vezes para a Seleção Brasileira e na sua estréia o Brasil foi derrotado por 3 x 0 para a Espanha no primeiro jogo do Falcão como técnico da seleção. Hoje em dia é técnico.

Um grande abraço e até segunda feira que vem, Palestrinos de Coração.

Pepe Reale
djpepe@estacaopalestra.com.br
Twitter – @PepeReale
______________________________________




Leia também: