As questões que ficaram no ar após a derrota por 3 a 0 para o Atlético Goianiense, no dia do aniversário de 96 anos do Palmeiras, são: onde está o time que nos encantou e reverteu o placar adverso contra o Vitória, semana passada, pela Copa Sulamericana? Como uma equipe pode oscilar tanto em tão pouco tempo? Como um time com Valdivia, Kléber e Felipão, ídolos da torcida palmeirense, pode viver fase tão ruim? São perguntas de difícil resposta. Afinal, o futebol não tem uma explicação lógica e exata. Mas alguns erros, sem dúvida, podem ser evidenciados e, se possível, corrigidos.
A começar pela ‘vontade’ do time que vimos ontem no Pacaembu. Pelo jeito, alguns jogadores não ficaram sabendo que um dos maiores clubes brasileiros fazia aniversário e merecia o mínimo de respeito. Mesmo se não fizesse. A obrigação de todos do elenco é saber que a maioria dos palmeirenses vive de Palmeiras. Respiram Palmeiras. Ainda mais no dia em que seu clube de coração completava 96 anos de uma história ímpar no futebol mundial. Cadê a dedicação mostrada na semana passada, quando vencemos o Vitória por 3 a 0 no, talvez, melhor jogo do ano?
Tecnicamente, os adjetivos negativos se repetem. Ontem o Palmeiras não foi um time, mas um amontoado de jogadores que pareciam nunca ter jogado juntos. Juntaram-se naquele momento para disputar uma pelada qualquer. À exceção dos desfalques de Kléber e Lincoln, jogadores fundamentais na atual situação, jogamos com o time completo, com Valdivia de titular. Falando no mago, é bom destacar que ele não foi tão mal como o placar nos mostra. Mas também não fez uma partida à altura do jogador que é. No entanto, mais uma vez mostrou que é diferenciado. Especial, em se tratando de futebol brasileiro. Ontem ficou claro que ele ainda está sem ritmo de jogo e que sentiu falta de atletas de qualidade ao seu lado.
Portanto, o jogo de ontem evidenciou que muitas coisas deverão ser melhoradas no time. O planejamento do Felipão é de médio a longo prazo, mas pode ser bem adiantado se conseguirmos uma vaga na Libertadores do próximo ano. Mais do que melhorias técnicas, é necessário mudar a atitude dos jogadores, coisa que Felipão sabe fazer como poucos. Um campeonato de pontos corridos exige uma boa campanha dentro de casa para, no mínimo, ficar na parte superior da tabela. E nem isso estamos conseguindo. Times que oscilam muito, em um campeonato tão disputado, dançam. São deixados para trás sem dó nem piedade. É hora de começar a reagir.
Cairo de Oliveira Barros


Nooss, voce disse TUDO (!)
cadê meu Palmeiras de ants?
te amo Verdão
♥