Por Anderson Gregório
Ok! O futebol não é uma ciência exata, nem sempre o melhor vai vencer, não é sempre que o óbvio acontece. Só história não vence, a torcida não marca gol. Pode ser que seja aquele dia em que tudo dá errado, que a lua não ajuda, que o mapa astral não esteja favorável. Ou pode ir da mais pura falta de inspiração e postura à mais latente falta de competência e ambição.
Nesse primeiro turno que se foi e deixou 24 pontos, o Palmeiras viveu tudo isso e mais um pouco. Foram pontos perdidos das maneiras mais absurdas. Vitórias que escorreram pelos dedos. Derrotas impensáveis.
Vamos aos que eu considero os mais significativos:
Dois pontos, Vasco 0 x 0 Palmeiras, São Januário, Domingo, 18:30, 16 de maio – Era o pior Vasco da história contra o Palmeiras mais covarde em 96 anos. Não que aquele time do Palmeiras fosse bom, mas o Vasco conseguia ser inferior. Era um time amendrontado, sob pressão que o Palmeiras não conseguiu vencer muito pela omissão de Antonio Carlos Zago. Era só atacar para somar três. Zago preferiu o empate covarde e a gota d’água.
Dois pontos, Palmeiras 0 x 0 Grêmio Prudente, Arena Barueri, Sábado, 18:30, 29 de maio - Não importa os jogadores, a situação, o clima, o cotação da Bolsa de Valores. Não importa em que cidade ou estádio é o jogo. Nem qual o nome que o time de empresários está usando. O Palmeiras tem o dever de vencer um time sem tradição, nômade e que, hoje, é o penúltimo do Campeonato.
Um ponto, Palmeiras 0 x 1 Flamengo, Pacaembu, Quarta-feira, 21:50, 02 de junho - Apesar da derrota, considero que o Palmeiras perdeu um ponto. Pelas circunstãncias, mesmo no Pacaembu, o empate seria um resultado a não se lamentar. Mas cazzo, gol do Vágner Love aos 42 do segundo tempo?
Dois pontos, Palmeiras 2 x 2 Botafogo, Pacaembu, Quinta-feira, 21:00, 22 de julho – Até então, seria a melhor vitória do ano. Time tranquilo, impondo o mando, dominando a partida. Reestreia do Felipão. 2 x 0, jogo na mão. Até o Botafogo levantar duas bolas na área, o time ter uma pane e perder dois pontos.
Dois pontos, Goiás 1 x 1 Palmeiras, Serra Dourada, Domingo, 16:00, 08 de agosto - Outro jogo em que o Palmeiras era dono e que cedeu o empate. Dessa vez não deu pane geral. O time até que continuou jogando, mas atrás da linha da bola. Inexplicavelmente, se contentou com o 1 x 0 no Goiás. Foi castigando aos 45 do segundo tempo. Como diria o outro, a bola pune!
Três pontos, Palmeiras 0 x 3 Atlético-GO, Pacaembu, Quinta-feira, 21:00, 26 de agosto - San Gennaro! Dia do aniversário do clube, Pacaembu com bom público. O adversário, até então, era o lanterna. E o Palmeiras? Afrontou a história do clube, uma apatia quase que agressiva aos 96 anos de glórias.
Três pontos, Palmeiras 2 x 3 Cruzeiro, Pacaembu, Domingo, 16:00, 05 de setembro – Ainda está fresco na memória. O Palmeiras fez o mais difícil, abriu uma vantagem de 2 x 0. Atmosfera toda palestrina. E conseguiu complicar o fácil. Era o jogo para poder embalar uma sequência de bons resultados e encostar na parte de cima da tabela. Paciência tem limite!
Quinze pontos que viraram fumaça, estatística… 12ª colocação.
Somado esses 15 pontos aos 24 que o Palmeiras tem hoje, seríamos o líder do Campeonato. Tudo bem, acho um pouco demais para as limitações que ainda temos, mas convenhamos, eram quinze que estavam aqui e deixamos lá. Sem falar que os times que estão na frente do Palmeiras na tabela perderam pontos que eles também devem considerar inexplicáveis.
Mas, perder pontos inexplicáveis, tem limite!


Teve o penalti perdido contra os bambis no final do jogo..aquela partida contra o Avaí jogando com 1 a mais, ixi..foram muitos vacilos!
é complicado!
+ vamos apoiar!