Está na hora do Palmeiras acordar para o Campeonato, decidir o que realmente almeja nesse Brasileirão. Título? Libertadores? Coadjuvante? Esperar a Sulamericana voltar? O momento de decidir o que quer chegou. É até compreensível essa oscilação de um time ainda em formação. E, seria normal se ela acontecesse contra equipes que, no mínimo, estivessem no mesmo nível do Palmeiras. O incompreensível, é não ter fim essa sequência de altos e baixos. E não é normal, assistirmos, por vezes, um Palmeiras apático.
Claro que o time tem suas deficiências e o elenco deixa bastante a desejar em algumas posições. Mas os onze, teoricamente, titulares não destoam tanto dos outros adversários. É no banco de reservas que fica o nosso calcanhar de Aquiles, dependendo de quem sai e quem entra, a perda é bastante significativa. Principalmente em um time em formação precisando de conjunto.
Mas nesse mesmo banco está a nossa esperança, Felipão sabe motivar, tirar leite de pedra, é bom no que faz e tem estrela. Se a cota de fracassos apáticos ou inimagináveis não chegou ao fim para ele, está por mais um. Voltando um pouco atrás, inadmissível o primeiro jogo contra o Vitória. Impensável os 0 x 3 contra o Atlético Goianiense. Intolerável mais um.
2 x 1 contra o Atlético-MG, em Minas, de virada, já sem Valdivia, com Kleber chamando a responsabilidade, Marcos Assunção jogando mais a frente, Luan acertando uma jogada? Pode ter sido aquela vitória emblemática, que dá moral e força para correr atrás de uma sequência.
Sequência complicada, por sinal. Fluminense e Cruzeiro, líder e quinto colocado. O primeiro sim, é aquele jogo que em outras circunstâncias seria normal oscilar, agora não, o Palmeiras precisa recuperar, entre outros, os pontos perdidos para Atlético Goianiense, e o São Paulo nos mostrou que ali não tem nenhum bicho de sete cabeças. Já contra o Cruzeiro, é no Pacaembu, em casa, última rodada do primeiro turno, só se deve admitir os três pontos e começar o segundo turno perto do G-4, ou, G-6.
Um time que fez a epopéia que fez contra o Vitória, sem ser brilhante, mas no sangue, não esquece o que é jogar com o coração. Se falta bola ou se não é o dia da bola, que vá no peito, na raça e no suor. Com os resultados voltando a sair nem que seja na marra, as coisas começam a ficar bem mais tranquilas e melhoram ao natural.
Passou da hora de parar de oscilar. Time instável, torcida instável.
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Anderson Gregório

