Por Núbia Tavares
E ai, quem racha?
É oficial: ontem, em uma reunião para seu grupo (os Verdes Escuros) e convidados, Paulo Nobre oficializou sua candidatura à presidência do Palmeiras. A candidatura do 1º VP, Salvador Hugo Palaia, deve ser oficializada nesta quinta.
Dado o cenário, milhões de perguntas começam a pipocar. É o fim do sonho para a nação alviverde? Mustafá, na figura do Tirone, voltará a mandar no clube? Voltaremos para a série B? O bom e barato estará de volta? Piraci voltará com a sindicância e a lista negra? Sócios serão novamente proibidos de se expressarem livremente dentro do clube? O que esperar dos próximos dois anos? O caos? O fim do mundo?
Essas duas últimas semanas estão bem agitadas na política palmeirense. O destino do clube nos próximos anos está nas mãos de 292 pessoas que compõem o Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras. Tudo o que se diga, faça, articule e barganhe, neste momento, tem como principal objetivo a conquista de votos. Sim, é revoltante saber de 292 pessoas decidem quais serão os rumos de uma nação com quase 20 milhões de pessoas. Mas, como ainda não temos eleições diretas, toda a articulação política se dá em cima dos conselheiros, esse imenso tabuleiro de xadrez cheio de jogadas que podem levar alguém à vitória ou arruinar completamente a carreira política de quem quer que seja.
Na oposição, o cenário é claro: Mustafá Contursi (precisa de apresentações?) e Afonso Dellamonica (idem ao comentário anterior) estão fechados em torno da dupla Arnaldo Tirone/Roberto Frizzo. Se a situação (que é uma colcha de retalhos que explicarei melhor à frente) realmente se dividir em duas candidaturas, a oposição estará eleita. Esse é o fato número 1. O fato 2, no qual entrarei em detalhes agora, é o calcanhar de Aquiles dessa eleição.
Em resumo: Paulo Nobre lançou sua candidatura nesta terça e Salvador Hugo Palaia deverá lançar a sua na quinta. A pergunta que não quer calar é: por que não temos apenas um candidato? A resposta para essa questão começa na composição da chapa que foi feita para eleger o presidente Belluzzo.
Dois grupos (União Verde e Branco e Palestra) se uniram na eleição do atual presidente. Belluzzo (UVB), com Palaia de 1º vice (Palestra) compuseram o atual governo. Desde o início, o Palaia sempre disse que gostaria de ser candidato à presidência do Palmeiras. E, por um costume questionável na política do clube, existe a lenda que o 1º vice em um pleito deve ser o candidato à presidência no próximo, independente de quem seja ele. É com base nesse argumento que o Palaia sempre se colocou como o candidato da situação, INDEPENDENTE da opinião tanto dos membros da UVB quanto dos membros da chapa Palestra.
Com a destituição ditatorial do departamento de futebol que ele conduziu em seu primeiro dia como presidente interino do Palmeiras, o Palaia rachou a UVB, que é/era composta por cinco principais líderes: Belluzzo, Cipullo, Pescarmona, Pompeu de Toledo e Seraphim Del Grande. A gestão Palaia rachou o grupo.
Hoje, Cipullo, Seraphim e Pompeu de Toledo demonstram simpatia à candidatura do Paulo Nobre; Pescarmona está com Palaia; e o presidente Belluzzo é a incógnita da história, porque, em diversas oportunidades, ele se manifestou favorável tanto à candidatura de um, quanto de outro e, até o momento, só abriu a boca para dizer que está cansado do Palmeiras. Além da UVB em si, há diversos grupos menores no clube que, até o momento, não se posicionaram oficialmente sobre quem irão apoiar – provavelmente porque, outra lenda do Palmeiras, a eleição, dizem, só se resolve após o dia 18 de dezembro.
E, além disso, há a chapa Palestra, no qual o Palaia é um dos cardeais. E ai está um dos fatos mais curiosos dessa eleição: o outro líder da chapa Palestra, Clemente Pereira, se mostrou favorável à candidatura do Paulo Nobre. E o que isso significa? Que Palaia não é unanimidade nem mesmo em seu próprio grupo. Ou seja: o Palaia está tentando impor sua candidatura de qualquer maneira, independente da vontade da maioria dos sócios e conselheiros que compõem a base do que hoje temos como situação.
E o que eu quero dizer com isso? É simples. Hoje, a base política da situação quer que o candidato seja o Paulo Nobre. E por razões óbvias: é um cara que defende a profissionalização do futebol, a implantação do voto direto incluindo os sócios torcedores, a separação do social do futebol, o cumprimento dos contratos em andamento, entre outros temas que são urgentes e necessários para o Palmeiras. Por outro lado, temos o Palaia tentando se impor como o candidato porque “ele foi o 1º vice e agora chegou a hora dele ser presidente”. Temos um candidato que é desejo da maioria e outro tentando se impor. Ai, eu pergunto: quem está rachando a situação? Quem deve abrir mão e ajudar na composição da chapa?
Deixo essa reflexão para vocês.
Notas:
1. Como disse desde sempre: eu apoio a candidatura do Paulo Nobre por entender que ele pode continuar o processo de mudança (que foi mais lento do que todos esperavam) iniciado na gestão Belluzzo. Por isso, que fique claro que toda a minha análise, embora eu tente ser o mais isenta possível, está embasada nesta posição política. E tenho essa posição política exatamente porque, depois de muito conversar, questionar e perguntar, conclui que o Palaia representa aquilo que eu não desejo para o Palmeiras. As atitudes dele como presidente interino passam longe daquilo que eu considero ideal para um clube – decisões anunciadas de maneira deselegante, declarações de torcedor dadas pelo diretor de futebol (que precisa ter equilíbrio), além da postura: “a desgraça não é culpa minha”, na ocasião da eliminação do Palmeiras na Sulamericana só reforçam a minha convicção que o Palaia está longe de ser a pessoa ideal para profissionalizar o Palmeiras.
2. Lembro que todas as opiniões contidas nessa coluna são pessoais e não representam aquilo decidido pelo grupo político do qual faço parte.
3. Peço desculpas pela ausência da coluna na semana passada. Acredito que vocês possam compreender o fato de eu estar na quarta nervosa e, na quinta, mal humorada o suficiente pra não ter cabeça para escrever nada sobre o nosso amado Palmeiras.
4. Só para reforçar o que tenho escrito no Twitter nos últimos dias: LAMENTÁVEIS as declarações dos nossos dirigentes sobre a eliminação do Palmeiras. Tenho vergonha em todos os sentidos quando vejo alguém espinafrar o Kleber, nosso melhor atacante, da maneira como fizeram.
É isso, pessoal.
Um abraço,
@nubia_tavares



Já passou da hora de haver mudanças no Palmeiras, infelizmente continua sempre na mãos dos mesmos. O Palaia e o Pescarmona são uma vergonha palestrina, deviam ser banidos do Palestra, está na hora de termos dirigentes quem pensam antes de agir e principalmente, antes de falar! Concordo plenamente com a Nubia,
Está cada vez mais evidente a CAUSA FUNDAMENTAL de todas as últimas campanhas pífias que temos tido.
Como podem andar as cabeças dos profissionais médicos, dirigentes pagos, fisicultores, roupeiros e até dos nobres faxineiros com tanto pasticcio. Deus nos livre de tudo isso! A eleição de Palaia seria um atraso desse nosso pedido ao Criador.
Se o Palaia não é o melhor nome para comandar o clube, com toda certeza Belluzzo e Cipullo também não são.
Aliás, se tivessem vergonha na cara, Belluzzo e Cipullo sequer cogitariam a possibilidade de continuarem ligados ao comando do futebol do Palmeiras.
Mudança iniciada na gestão Belluzzo? Sinceramente, acho que o Palmeiras deu alguns passos para trás nestes últimos dois anos.
Demos vexame no Brasileiro do ano passado, quando éramos líderes com folga e acabamos sequer conseguindo ficar entre os quatro primeiros. Este ano, mais uma sucessão de vexames. Primeiro o décimo-primeiro lugar no Paulistinha. Depois, eliminação da Copa do Brasil para o poderosíssimo Atlético-Go, e agora vamos terminar o ano com uma ”honrosa” décima ou décima-primeira (tanto faz!) colocação no Brasileiro e uma eliminação vergonhosa, em casa, para o grande Goiás na Sulamericana. Se algo mudou na gestão Belluzzo para melhor é que não foi.
E como esquecer Jorge Preá, Fabinho Capixaba, Jefferson, Jumar, Luan, Rivaldo, Tadeu e Dinei? Estes apenas para citar uma pequena parte das tranqueiras que foram contratadas pelo sr. Cipullo.
Não quero com isso defender a volta da turma do Mustafá, jamais.
Paulo Nobre parece ser a pessoa mais capacitada entre todos os que pleiteiam a presidência, mas estará cercado de incompetentes.
Enfim… tamo lascados!
Dio!!!
Só para complementar…
o sr. Belluzzo entrou como uma enorme esperança para a Nação Palmeirense, mas sairá como uma estrondosa DECEPÇÃO!
Meu sonho era juntar Mustafá, Tirone, Frizzo, Palaia, Cipullo, Clemente e tanto outros, trancá-los numa enorme caixa de chumbo, e mandar todos pra lua!!!
*: O Belluzzo não estaria nessa caixa, pq apesar de ter sido um enorme fracasso como presidente, o respeito muito como cidadão e homem de bem, coisa que não posso dizer dos outros…
Abraço.
Não entendo bulhufas de futebol, quando se trata de política envolvendo futebol então piorou. O que eu tenho convicção, é de que o Belluzzo é tão Palmeirense ,ou mais, quanto os que foram no Pacaembu quarta passada. Em 2009 trouxe Wágner Love, que, se não é um craque, pelo menos é um bom jogador e era um sonho antigo da torcida(ou de pelo menos parte dela).
Ele aumentou nosso patrocínio, aumentou a receita do clube, fez das tripas o coração para trazer de volta Kléber, Felipão e Valdívia. Isso sem contar que ele lutou com unhas e dentes para que o projeto da Arena saísse da gaveta. Se tantos jogadores estão “criando barriga” no Palmeiras, é bom lembrar que alguns deles jogavam bem antes de vir para o Palmeiras, e misteriosamente passaram a jogar mal………
Posso estar ERRADO, mas acho que o Belluzzo não cometeria erros infantis à frente do Palmeiras, caso se elegesse novamente. Mas, no Palmeiras não vale a pena botar a mão no fogo por ninguém…………
*corrigindo: Não entendo bulhufas de política
Porém, toda vez que temos eleições dizem um monte de coisa e pouco, quase nada se faz como diferencial. Beluzzo era uma esperança, agora Paulo Nobre, uma nova esperança… poxa… é como ser retrógrado, lembram depois de 2000, fomos um fiasco ano a ano, todos os anos eram sempre a mesma coisa, 2007 vamos montar um novo e melhor elenco que 2006, 2008 vamos montar um novo e melhor elenco que 2007, 2009 vamos montar um novo e melhor elenco que 2008, 2010 vamos montar um novo e melhor elenco que 2009, 2011 vamos montar um novo e melhor elenco que 2010, e por ai estamos indo (2008 ganhamos um paulista mais que a obrigação, até pq montamos um time e estavamos já à 10 anos sem um paulista). Eu pergunto, se o Palmeiras mesmo com sua enorme torcida, chegar a mais uma decisão muitos deixaram de acreditar? Será que a interrogação irá prevalecer no lugar da certeza de vencer? Será um dia, que vamos lutar por mais uma vaga pra Libertadores, já que está na moda? Tenho apenas saudade, quando via Edmundo e Evair. Fica na história só os vencedores, os fiascos alguém lembra?
Necessário uma verdadeira união !
Porque um reino dividido não subsiste !
Deixar as diferenças e pensar unicamente em pró do Palmeiras
Não é utopia , e sim sentar juntos como irmãos – alviverdes
Excelente 2011 – ABRAÇOS
Se não vier reforços não adianta! tem que que traser o R gaucho!
Tomara que você esteja certa. nesse panorama politico pois eu achava que o Pallaia estava + forte. bom saber que não e que Paulo nobre tem chance de ser o unico candidato da situação>
O que ocorre é que estes políticos ( e não diretores ) mostram ao torcedor que não gostam do Palmeiras ( como deveriam gostar ) ,,ou ainda pior ..mostram a torcida toda a vaidade pelo poder !
Não é o momento destes ilustres políticos do Palmeiras “darem um tempo” e proporcionare um exemplo de AMOR ao Palmeiras e a sua torcida ?
A torcida Palmeirense é uma das mais bem informadas e conhecedoras de seu time , diretores e jogadores . Portanto chegou o momento de haver BOM SENSO destes ilustres políticos …que quando isto ocorrer ,,,passarei a chamá-los de DIRETORES !!
Eu sei que eles tem toda a condição de planejar o melhor para o nosso Palmeiras pois são inteligentes ,,,basta deixarem a vaidade de lado !
Ainda dá tempo !!!!
ABRAÇOS A VC NÚBIA !!!