Coluna do Matheus – 2012 já começou

Coluna do Matheus – 2012 já começou

Por Matheus Abatepaulo

Antes de escrever meu primeiro texto, gostaria de agradecer a todos da Estação Palestra pela oportunidade de expressar minha opinião neste canal tão importante para a nossa torcida. Criticar, elogiar e, sobretudo, opinar, é um direito de todo o torcedor apaixonado pelo seu time.

Estamos naquela época que os boatos sobre possíveis contratações se espalham rapidamente; a cada dia, a lista de possíveis reforços e supostas negociações em andamento se multiplicam em todos os tipos de mídia. É difícil decifrar o que não passa de boato e o que é, realmente, uma oportunidade de contratação.

Esta temporada de contratações promete, sem dúvida, ser a mais acirrada dos últimos anos; os clubes acabaram de receber os novos valores da TV e, não será o dinheiro somente quem irá definir as contratações mais importantes; fatores como Libertadores da América, condição de trabalho e ambiente do clube, irão conduzir as decisões dos jogadores que buscam novos clubes.

Somado a esta concorrência enorme, precisamos entender que o mercado é escasso. São poucas as opções de qualidade e estas serão disputadas a tapas. Se pensarmos em reforços para o ataque, por exemplo, são pouquíssimas as opções, pra não dizer quase nenhuma.

Este cenário me preocupa demais, pois para conseguirmos montar um time decente para a próxima temporada, nossa diretoria precisa ser criativa, ousada e ágil. Sincera e honestamente, tais qualidades não estão presentes nos nossos diretores mais antigos; ou pelo menos não esteve presentes até hoje.

Mal começou a temporada e já somamos alguns fracassos, como a ida do Vitor Júnior para o Corinthians, a ida do Jonas para o Santos e, o principal fracasso, a ida do Vagner para o Fluminense.

A cada nome que perdemos, as opções diminuem no mercado. De concreto até agora temos apenas a provável contratação do Juninho, que continua seguindo a linha de 2011 e não passa de uma promessa. Como sempre digo, uma coisa é jogar no Figueirense, outra, completamente diferente, é jogar no Palmeiras.

Em um time que precisa de uma grande reformulação, em um mercado pobre como este e com a concorrência acirrada do dinheiro da TV, cada nome perdido fará uma falta absurda.

Sim, precisamos de uma grande reformulação; ao contrário do que prega nossa diretoria e até mesmo parte dos torcedores, não precisamos de três ou quatro reforços. Ouvi durante o começo do ano, muito palmeirense dizendo: O elenco é bom, vamos brigar… Aonde esse elenco é bom? É, sem dúvida, um dos piores elencos do Palmeiras desde 1986 (ano em que passei a entender o que é um jogo de futebol).

Analisando o elenco atual, temos: um gênio se aposentando (Marcos); um goleiro comum por enquanto (Deola); um bom zagueiro em má fase (Henrique); um lateral direito que não compromete (Cicinho); um volante que sabe bater na bola, e só (Marcos Assunção); um meia que costuma jogar menos de 50% dos jogos da temporada e que não é o craque que nossa torcida pensa que é (Valdívia); um atacante que, pra entrar no segundo tempo, pode ajudar em algo (Maikon Leite). Os demais são sofríveis.

Reforçando: Para deixar de ser coadjuvantes em 2012, nossa diretoria precisa ser criativa, ágil e ousada. Precisamos pensar e contratar com extrema competência; seguindo as boas e atuais práticas aplicadas no mercado do futebol.

Precisamos contratar um jogador referência; que seja competente dentro e fora de campo. Um jogador equilibrado, experiente, que não se envolva em polêmicas, que comande o time, que gere divisas para o clube com ações de marketing e que, nas possíveis crises, absorva a responsabilidade de comandar o time. Um só, precisamos de um jogador desse nível.

Precisamos, também, de quatro ou cinco bons reforços; quando digo bons reforços, não falo em Kaká, Pato ou Messi; falo em jogadores que já desempenharam bons papéis em clubes grandes: Kléber (Inter), Diego Tardelli, Conca, Renato (ex-Santos), Rafinha, Montillo (esse já esta certo com o Corinthians), Willians (Flamengo), Miranda, entre outros.

Com a base pronta, podemos pensar em contratar duas ou três jovens promessas, como o Juninho do Figueirense, por exemplo. Podemos pensar também em subir três ou quatro garotos da base, os melhores de preferência.

Por fim, do elenco atual, temos que aproveitar o pouco de bom que temos e negociar o restante (empréstimo, troca, em alguns casos até doação serve).

Se a diretoria continuar achando que o atual elenco não é tão ruim assim e contratar somente três ou quatro promessas, será mais um ano triste. Sem pensar e agir como clube grande e sem criar condições para boas contratações, mais uma vez entraremos nos campeonatos apenas para disputá-los: Faremos um paulista decente (cairemos nas semi-final), iniciaremos bem o BR-12 mas terminaremos em 12º e seremos eliminados no primeiro jogo complicado da Copa do BR.

Não tem milagre. Não tem segredo. Em um clube com a pressão que existe no Palmeiras, elencos medianos tendem a se tornarem elencos desastrosos. Na primeira crise, a falta de qualidade de jogadores como Luan, Rivaldo, Tinga, Marcio Araújo, Maurício Ramos, Fernandão, Ricardo Bueno, Patrik, fica ainda mais visível. Quantos e quantos times ruins já não lideraram o BR e quando houve a primeira crise, este time entrou em decadência e caiu para segunda divisão?

Enfim, vamos por enquanto, tratar os fracassos deste início de temporada de contratações como um fato normal gerado por essa enorme concorrência.

Importante: Não vou comentar a possível vinda do William Batoré para o Palmeiras. Simplesmente, me recuso a acreditar que um clube sério pense neste tipo de contratação.

Grande abraço a toda nação Palestrina.




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