Coluna do Matheus – Os pilares para um futuro melhor

Coluna do Matheus – Os pilares para um futuro melhor

Por Matheus Abatepaulo

Caro amigo Palmeirense,

Vou tentar me afastar um pouco do assunto comentado todos os dias: Contratações!

Ao invés de escrever sobre o “hoje”, quero fazer uma reflexão com vocês e pensar no futuro do glorioso Palmeiras.

Analisando os caminhos que o futebol tomou nos últimos anos, tenho a convicção que um clube só resistirá à ação do tempo se conseguir consolidar dois importantes pilares:

1 – Processo eleitoral democrático e independente

2 – Investimentos na categoria de base

Quanto ao processo eleitoral, o caminho a percorrer é longo e árduo. Somos o único clube do universo que além de situação e oposição, temos a “situação da situação” e a “oposição da situação”. Chegamos ao absurdo de, um membro da situação do clube, se opor a própria situação e “dar a eleição” de bandeja para a oposição.

O grande passo a ser tomado na construção deste pilar é a aprovação das eleições diretas para presidente do clube. Porém, é importante conhecermos qual é o grande benefício que este modelo trará ao clube.

Vimos nos últimos anos uma série de gestões incompetentes que levaram o Palmeiras a esta situação terrível. O melhor exemplo para demonstrar como uma eleição direta seria benéfica ao clube é voltar à gestão Beluzzo.

Beluzzo tirou do papel a Arena Palestra Itália que, sem dúvida, é uma herança extraordinária ao clube; porém, não podemos negar a desastrosa gestão do futebol do Palmeiras em sua administração. Beluzzo é um homem inteligentíssimo, culto, profundo conhecedor de economia e um péssimo profissional de futebol. Isto não seria um demérito se, Beluzzo, pudesse delegar as funções do futebol a profissionais competentes.

O problema é que Beluzzo não tinha a isenção de uma eleição direta para ter o “direito” a delegar as funções de maneira profissional e inteligente. Para se eleger em um modelo político como o da SEP, Beluzzo teve que fazer alianças, prometer cargos e se amarrar com “senhores” arcaicos que achavam que o futebol estava ainda nos anos 60.

Beluzzo morreu abraçado com suas alianças e sofreu; tenham certeza que sofreu muito. Ele sabia o que era necessário, mas não havia como se desamarrar dos enlaces políticos costurados durante a campanha eleitoral.

Este é o grande benefício das Diretas: Dar a isenção política ao eleito.

O presidente eleito pelos sócios não precisaria distribuir cargos entre conselheiros do tempo da pedra. O presidente eleito pelos sócios poderia delegar as funções de acordo com suas convicções.

Outro ponto importante é o fim definitivo do “continuísmo” e da “atração lunar” política que determinados “cidadãos lunáticos” exercem sobre a política do clube.

Falando da categoria de base, temos que começar praticamente do zero. Há tempos não revelamos talentos; na verdade, revelar nunca foi nossa característica, exceto no GOL. A grande academia de 60/70 tinha pouquíssimas “pratas da casa”.

O Palmeiras precisa investir pesado na base. Que demore 10 anos para revelar dois ou três talentos, não importa; não sobreviveremos em um mercado completamente louco e inflacionado sem uma base forte que sustente as temporadas longas e competitivas.

Precisamos impor uma meta: a cada ano, inserir no elenco um jogador da base a mais que no ano anterior. Em 10 anos teríamos pelo menos meio time criado no Palmeiras.

Por favor, peço licença para expor um sonho neste assunto, “categoria de base”:

Precisamos além de investir pesado, investir de maneira correta. Porque não seguir o exemplo do Barcelona? Não estou aqui sonhando em revelar Iniestas, Xavis e Pedros. O que quero dizer é que precisamos revelar jogadores com características ofensivas. É mais fácil contratar um MEIA ou um VOLANTE? Na hora de vender, quem vale mais, o ATACANTE ou o VOLANTE? Portanto precisamos revelar jogadores talentosos.

Como fazer isso? SIMPLLLLLLLEEEEEEEEEEEEEEEEEESSSSSSSSSSSSSSSSSSSS: Parar de formar volantes (o grande mal do futebol brasileiro).

Vocês sabiam que desde o pré-mirim, o Barcelona monta os times com QUATRO MEIAS e DOIS ATACANTES? Eles praticamente não formam volantes em suas categorias de base! “fim do sonho”…

Enfim, estes são os pilares para um futuro melhor.

Contratações (não resisto): Não sei no que vai dar, pois não tenho fonte nenhuma; mas, penso que Diego Tardelli e Douglas seriam dois reforços úteis. Não são craques, mas acrescentariam bastante ao time. Quanto ao tal ROMÁN, MEU DEUS!

Grande abraço nação!




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